terça-feira, 9 de maio de 2017

Sete coisas que o sistema Android faz melhor que o iOS do iPhone

A clássica disputa entre Android e iPhone (iOS) tem defensores entusiasmados de ambos os lados. Apesar da dificuldade em apontar um vencedor para essa briga, é possível comparar alguns recursos que estão ausentes ou deixam a desejar em cada plataforma.
O sistema da Apple tem a vantagem de estar presente apenas em celulares top de linha – levando em consideração sua época de lançamento (com exceção do iPhone SE e 5C que não chegaram com ficha técnica totalmente avançada). No entanto, há tarefas nas quais o sistema do Google tem melhor desempenhoVeja, na lista seguir, sete aspectos nos quais o Android sai na frente em relação ao iOS.
Lista reúne 7 coisas que o Android faz melhor que o iOS do iPhone (Foto: Luciana Maline/TechTudo)

1) Gerenciamento de memória externa

Celulares com Android frequentemente têm entrada para cartão de memória, algo inexistente nos iPhones. O que muitas vezes passa despercebido é que isso não se trata apenas de uma característica de hardware, mas tem a ver com a forma como o sistema do Google gerencia o armazenamento externo – melhor que o da Apple.
O Android lida com memória externa de forma semelhante a computadores. Você não apenas pode inserir um cartão microSD no slot, como conectar qualquer dispositivo de armazenamento por meio da porta microUSB (ou USB-C). Isso pode incluir cartões de diferentes formatos, pendrives e até discos rígidos. Basta plugar o smartphone à memória externa e o sistema criará tudo o que é necessário para torná-la disponível.
Já o iOS é bem mais restrito neste sentido. Ele pode se conectar a algumas câmeras fotográficas para transferência de fotos e também a pendrives com o conector Lightning, mas a quantidade de dispositivos compatíveis é bem menor. Além disso, a conexão é unidirecional e o que você pode fazer com os arquivos é mais limitado no iPhone. 

2) Permite dois chips

A capacidade dual chip está presente em vários smartphones com Android. No entanto, o recurso é ausente no iOS. Isso faz com que o sistema do Google consiga gerenciar dois números simultaneamente, permitindo ao usuário alternar o chip a qualquer momento para chamadas, mensagens e acesso à rede de dados.

Vários aparelhos com Android têm entrada para dois chips (Foto: Carolina Ochsendorf/TechTudo)

Os benefícios dessa característica são bastante conhecidos pelos brasileiros. Economia com tarifas, possibilidade de escolher a rede com melhor conexão em determinado local e ter um número pessoal e profissional em um mesmo dispositivo são atrativos de celulares dual SIM que os iPhones não têm. 


3) Definir navegador padrão

Ao contrário do iOS, o Android permite definir qual é o navegador de internet padrão para quando um determinado link for aberto. Isso significa que as URLs são abertas a partir do browser que o usuário mais gosta, que não é necessariamente o desenvolvido pela companhia. 
No sistema do Google, você pode optar por usar navegadores como o Opera Mini sempre que desejar abrir uma página externa a apps como o Facebook e Twitter, poupando seus dados móveis e economizando sua franquia de internet.

Android permite definir navegador para abrir URL (Foto: Caio Bersot/TechTudo)


4) Login único em serviços populares

Mesmo quem tem iPhone usa serviços do Google, como GmailGoogle DriveYouTube e Chrome. Essas ferramentas são extremamente populares e, por isso, acabam obrigando o usuário a fazer downloads extras no iOS. 
Se você tem um celular com Android, esses aplicativos já vêm pré-instalados de fábrica. Além disso, basta um único login na sua conta Google para que todos os apps carreguem suas preferências e opções de configuração. No iPhone, tanto o login quanto o logout em cada um desses serviços precisa ser feito individualmente.

Android vem com os apps mais usados pela maioria das pessoas, como YouTube e Gmail  (Foto: Marlon Câmara/TechTudo)


5) Mais customização

Baseado no Linux, o Android é um sistema de código aberto. Isso permite às fabricantes construírem telefones com diferentes abordagens, indo desde celulares baratos a smartphones top de linha. Personalizações na interface também são frequentes, fazendo com que o usuário tenha mais opções de experiências com o sistema.
Essa característica também se reflete na customização individual. As principais fabricantes já incluem em suas versões do Android a capacidade de mudar plano de fundo, tela de bloqueio, esquemas de cor e até mesmo o teclado. Fora isso, há uma quantidade enorme de apps que realizam essa função, tornando as alternativas de personalização inesgotáveis.

O Android oferece mais recursos de personalização devido ao seu código aberto (Foto: Ana Marques/TechTudo)

As possibilidades de mudança não param por aí. Diferentemente do iOS, o Android dá acesso a arquivos e pastas ocultas do sistema, conta com um modo desenvolvedor que deixa o usuário mexer ainda mais nas configurações, entre outros recursos que tornam o aparelho mais adaptável às preferências do usuário. 


6) Dividir a tela por dois apps

A partir do Android 7.0 Nougat, o sistema do Google passou a permitir dividir a tela para usar dois apps ao mesmo tempo. Isso é um recurso nativo e que precisa de apenas alguns toques para ser executado. O iOS, até agora, só disponibiliza a função no iPad. Usuários de iPhone não contam com a funcionalidade multi-janela, mesmo nas versões Plus do smartphone.

 Android 7.0 Nougat  tem recurso multijanela, ausente no iPhone (Foto: Reprodução/Paulo Alves)


7) Limpar cache

Limpar o cache dos apps no Android é bem fácil e está disponível de forma nativa. A ferramenta libera espaço no dispositivo imediatamente, o que é especialmente útil em aplicativos como o Facebook e Instagram, que carregam fotos e vídeos o tempo todo. 
O iOS não tem nenhum recurso similar. Se um aplicativo está com o cache muito cheio, o usuário precisa desinstalar e reinstalar o programa para esvaziar um pouco a memória do celular. 

sábado, 4 de abril de 2015

Micro PC Onion Omega roda Linux e promete ser concorrente do Raspberry Pi

Parece que a onda de micro placas com capacidade de PCs está apenas começando. A Onion Omega, um projeto que está levantando fundos no Kickstarter, tem chamado a atenção não só pelo seu tamanho, mas pelas possibilidades que o dispositivo oferece para desenvolvedores. Até o momento, já foram arrecadados mais de US$ 21 mil (R$ 66,5 mil em conversão direta).

Pouco mais de um mês para encerrar arrecadação, Onion Omega já bateu a meta no Kickstarter



A Onion Omega foi pensada para facilitar a criação de protótipos que envolvam projetos de hardware ligados à web, como aplicações de Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) e robôs.
O grande atrativo da placa em relação aos seus concorrentes, como a Raspeberri PI e a Galileo, da Intel, é a versatilidade. Além de ser compatível com algumas das linguagens de programação mais comuns, como Python, PHP e Javascript, ela tem a capacidade de rodar o sistema operacional Linux.
Onion Omega mede apenas um quarto do tamanho de uma Raspeberry Pi (Foto: Reprodução/Kickstarter)


Para isso, a Onion Omega possui um processador Atheros AR9331 de 400Mhz, 64MB de memória RAM DDR2 e 16MB de memória Flash. A primeira vista, o hardware pode não impressionar, mas olhando pelo tamanho – a placa mede apenas 28.2 mm x 52mm – é possível imaginar o leque de possibilidades de aplicações.
Ela possui ainda Wi-Fi integrado, 18 pinos GPIO, é compatível com USB e possui baixo consumo energético, de apenas 0.6W.
Acessórios
Os fabricantes resolveram não soldar qualquer conector na Onion Omega. Isso permitiu que a placa mantivesse o tamanho reduzido e evitou que conectores ocupassem espaço, mesmo se eles não estivessem sendo utilizados.


Placas de expansão permitem que a Onion Omega aumente suas funções (Foto: Reprodução/Kickstarter)



A solução encontrada para adicionar mais recursos foi desenvolver peças avulsas que pudessem ser encaixadas e retiradas com facilidade. Entre as placas de expansão estão um dock que adiciona uma entrada USB, um conector para energia e outras entradas que permitem adicionar um conector RJ-45 e uma tela OLED.
O interessante é que a Onion Omega permite o uso de mais de uma placa de expansão simultânea. Além disso podem ser adquiridos docks extras, como uma placa Arduino e um controlador mecânico.
Projetos
Para gerar interesse da comunidade e bater a meta de arrecadação, a equipe do fabricante desenvolveu diversos protótipos para exemplificar o uso da Onion Omega. Entre eles estão alguns bem interessantes, como um braço robô que joga ping pong e pode ser controlado remotamente pela Internet.
Protótipo utilizando a Onion Omega, aranha robô pode ser controlada pelo smartphone (Foto: Reprodução/Kickstarter)

As possibilidades são infinitas para quem possui conhecimento técnico sobre programação. Mas, mesmo aqueles que não são tão experts podem se arriscar com a Onion Omega. A fabricante mantém diversos aplicativos na nuvem que podem ser baixados para serem utilizados na placa. Também é possível utilizar a biblioteca de códigos disponibilizada pela comunidade.
Preço
Faltando 33 dias para o fechamento do projeto no Kickstarter, a Onion Omega já bateu a meta de arrecadação de US$ 15 mil (cerca de R$ 47,5 mil em conversão direta).
A partir de US$ 19 (cerca de R$ 60) já é possível comprar uma placa com um dock de expansão. A empresa também vende equipamentos prontos, como uma câmera inteligente, por US$ 99 (cerca de R$ 313); um aparelho que imprime automaticamente tweets, por US$ 109 (cerca de R$ 345) e o robô-aranha, por US$ 499 (cerca de R$ 1.580). Ainda não há informações sobre o envio para o Brasil.

terça-feira, 31 de março de 2015

IPV6

Pois é companheiro, o que parecia um mito já tornou-se verdade. Os endereçamento IPV4 se extinguiram e quem assumira o controle? IPV6. 

Para muitos é estranho e complicado falar sobre IPV6, uma realidade tão viva que não podemos escapar delas.

Pode parecer pouco, mas em janeiro de 2015, a percentagem dos internautas no Brasil que utilizavam IPv6 de fato era 10 vezes menor, cerca de 0,1%.
O rápido crescimento tende a continuar e é resultado do trabalho sério dos provedores de acesso à Internet para a implantação de IPv6 em suas redes.
A migração é, no geral, totalmente transparente para o usuário final. Alguns já estão usando, sem se dar conta disso, o novo protocolo para navegar no Google, Facebook, Yahoo, Netflix, Terra, UOL, Youtube, para compartilhar arquivos via torrents, para alguns games e outros serviços já prontos para o IPv6 há algum tempo.

Fonte do gráfico: http://6lab.cisco.com/stats/cible.php?country=BR&option=all(é o último gráfico da página, e seus dados provêm dos acessos ao Google e de um estudo feito pelo APNIC).


A migração para o IPv6 é importante para garantir o crescimento da Internet como é hoje: uma rede aberta, inclusiva, propícia à inovação e aos novos negócios. O IPv6 é também essencial para o desenvolvimento da Internet das coisas!


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Apple TV, Roku, WD TV e outros: veja concorrentes do Google Chromecast

Google pegou todo mundo de surpresa quando anunciou o Chromecast, duas semanas atrás. O serviço de streaming da gigante de buscas tem sido uma das novidades mais comentadas desde então. Fomos buscar outros gadgets parecidos que já estavam disponíveis no mercado, veja a lista.

Chromecast é nova alternativa para reproduzir conteúdo da web na TV (Foto: Divulgação)

O Chromecast em si é uma forma de ligar o computador à televisão e custa US$ 35 (cerca de R$ 80). Ele pode duplicar a tela do dispositivo e só é compatível como o Chrome no PC ou Mac, Android e iOS, mas nem todo conteúdo pode ser reproduzido. A única solução para isso no momento é colocando o caminho do arquivo na barra de endereços do navegador para exibir o conteúdo. Além disso, ele é capaz de fazer streaming de conteúdos do Netflix, YouTube e Google Play. Outros serviços semelhantes, como Pandora, devem ser adicionados em breve.
A tecnologia pode parecer inovadora, mas outras empresas já possuíam produtos com a mesma ideia. Confira as alternativas:
Streaming da Apple TV  só é compatível com OS X (foto: Divulgação)
Streaming da Apple TV só é compatível com OS X (Foto: Divulgação)
Um dos serviços mais populares foi criado justamente por um dos principais concorrentes do Google. A Apple TV possui, no momento, mais opções que o Chromecast, sendo também capaz de mostrar o desktop do seu computador na televisão sem nenhuma incompatibilidade de navegadores. O problema é que ele só é compatível com máquinas que rodem o OS X e, para usar outros sistemas operacionais, como o Windows, é necessário comprar um aplicativo chamado AirParrot, que custa US$ 10 (cerca de R$ 23). Já a Apple TV em si possui preço aproximado de US$ 100 (algo em torno dos R$ 230).
Veebeam HD
É uma alternativa nem tão popular quanto a Apple TV, mas possui quase todas as opções do rival, além de compatibilidade nativa com Windows e OS X. O Veebeam HD permite o streaming do desktop para a TV sem dificuldades devido ao setup simples. Ele possui plug and play e um media player nativo para facilitar a reprodução de conteúdo local, o que inclui DVDs carregados no computador.
Com poucas inovações, Veebeam HD é mais caro que concorrentes (foto: Divulgação)
Com poucas inovações, Veebeam HD é mais caro que concorrentes (Foto: Divulgação)
O Veebeam HD é um pouco mais caro que a Apple TV, com preço aproximado de US$ 130 (cerca de R$ 300). Outra desvantagem é que ele não permite a compatibilidade com serviços como o Netflix.
Netgear Push2TV
Apesar do preço, Netgear precisa de dispositivos com WiDI para funcionar (foto: Divulgação)
Apesar do preço, Netgear precisa de dispositivos com WiDI para funcionar (foto: Divulgação)
É um produto similar ao Veebeam, mas com metade do preço – cerca de US$ 50 (R$ 115). Seu maior problema é utilizar a Wireless Display, o que requer que os dispositivos precisem de WiDi para serem compatíveis. Mas uma vez que esta limitação é superada, ele se torna fácil de usar. O Netgear não possui um acessório USB, já que usa a própria tecnologia do dispositivo e é uma das alternativas mais baratas, mas não possui muitos dos recursos encontrados nos concorrentes.
WD TV Live Hub
WD TV Live Hub aceita conexão por Wi-Fi e traz diversos apps em seu media player (Foto: Divulgação)
WD TV Live Hub aceita conexão por Wi-Fi e traz diversos apps em seu media player (Foto: Divulgação)
O WD TV Live Hub é compatível com os mais populares formatos de arquivos, inclusive formatos de vídeo de gravadoras de vídeo em alta definição. Dá para ouvir músicas, ver fotos, e filmes próprios do usuário e serviços da web, como YouTube, Facebook, Netflix, Pandora, Spotify, entre outros. O aparelho funciona com cabo HDMI e aceita também ser conectado pela rede Wi-Fi, com a compra de um adaptador sem fio para ser plugado em sua porta ethernet. Modelo custa em média US$ 200 (cerca de R$ 420).
Cabo HDMI ligado ao PC ou Mac
Cabos HDMI são a tecnologia de conexão original entre computadores e TVs (foto: Divulgação)
Cabos HDMI são a tecnologia de conexão original entre computadores e TVs (Foto: Divulgação)
Os cabos são a forma original de ligar um computador a uma televisão e, obviamente, a mais barata. O grande problema dele é a chance de tropeçar nos fios e o fato de não ser wireless, além da necessidade de se comprar um cabo longo que alcance da televisão até o computador.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Galaxy S4 terá versão com Android "puro"

Aparelho tem o mesmo hardware do Galaxy S4 já nas lojas, mas traz o software sem modificações encontrado na família Nexus.


Durante o evento Google I/O 2013 em São Francisco, EUA, a Google anunciou que irá comercializar uma versão especial do Samsung Galaxy S4.
Apresentado por Hugo Barra, VP de Android na empresa, o aparelho tem exatamente o mesmo hardware dos modelos que já são vendidos em vários países, inclusive o Brasil. A diferença está no software: o aparelho roda uma versão "limpa" do Android 4.2 "Jelly Bean", sem nenhuma das modificações tipicamente feitas pela Samsung ao sistema de seus aparelhos.

Além disso, o aparelho receberá atualizações de sistema no mesmo cronograma que os smartphones da família Nexus. Isto torna este Galaxy S4 de fato um "Nexus S4". O aparelho também é desbloqueado para operadoras e tem um "bootloader" aberto, o que possibilita a instalação de ROMs com versões modificadas do sistema operacional.
O aparelho será comercializado inicialmente apenas nos EUA através da loja online Google Play, a partir do dia 26 de Junho. Um modelo com suporte a redes 4G e 16 GB de memória interna custará US$ 649.

E-commerce cresce 15% e fatura R$ 1 bilhão no Dia das Mães

Ainda assim, aumento dos gastos ficou abaixo do previsto para o período - 25%. Categoria "moda & acessórios" foi a líder em vendas


No período de 26 de abril a 11 de maio, que precedeu o Dia das Mães, o e-commerce brasileiro registrou o faturamento de 1,055 bilhão de reais - representando um crescimento de 15% em relação ao mesmo período no ano passado, quando foi registrado 918 milhões. Os dados foram divulgados pela empresa de análise e-bit.
Ainda assim, o resultado ficou abaixo do previsto para o período. "Embora esse resultado seja positivo, está abaixo do crescimento para o ano, de 25%. Os consumidores ficaram mais cautelosos em decorrência das incertezas na economia, como a inflação, que reduz a renda disponível para novas dívidas. Além disso, muitas lojas reduziram seus prazos de pagamento sem juros e outras diminuíram a oferta de frete grátis, o que também influenciou na decisão de compra”, explica o diretor geral da e-bit, Pedro Guasti.
Durante o período, foram feitos 2,97 milhões de pedidos via Internet e o tíquete médio ficou em 355 reais. A categoria "moda & acessórios" foi a líder em vendas, seguida por "eletrodomésticos", "cosméticos, perfumaria, cuidados pessoais e saúde", "telefonia/celulares", por último, "informática".

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Motorola RAZR D3: dois chips e muitos recursos

Smartphone agrada com bom desempenho no dia-a-dia, câmera sofisticada e boa autonomia de bateria. E tudo isso com um preço acessível.

O mercado de smartphones Dual-SIM (ou “com dois chips”, como são popularmente conhecidos) está mudando. Antes dominado por modelos de baixo custo e procedência duvidosa, nos últimos meses ele tem sido alvo de grandes fabricantes, que oferecem produtos confiáveis e cada vez mais sofisticados a consumidores que desejam a comodidade de ter duas linhas em um só aparelho sem abrir mão de recursos encontrados em smartphones mais avançados. É o caso do RAZR D3, da Motorola.

Design e hardware
O design do RAZR D3 segue as mesmas linhas gerais de outros smartphones da família RAZR, incluindo o tradicional “queixo” sob a tela, mas usando materiais mais simples. A carcaça é feita de plástico e na traseira, em vez de um painel de Kevlar, há apenas uma textura moldada. Os parafusos à mostra na lateral, como no RAZR i, dão ao aparelho uma aparência “industrial”, e a construção é sólida.
A frente é toda dominada pela tela, e as bordas finas ao redor dela dão ao smartphone um design muito compacto: ele é menor e mais estreito (11,9 x 5,9 cm, com espessura de 9,8 mm e peso de 120 gramas) que concorrentes com o mesmo tamanho de tela como o Galaxy S II Lite.

O RAZR D3 está disponível nas cores preta e branca, e também há uma versão Single-SIM. Analisamos a versão preta, Dual-SIM. Nesse modelo, os dois chips ficam simultâneamente “de prontidão”, prontos para receber chamadas e mensagens. Mas quando um chip está em uso, como por exemplo durante uma chamada ou transferência de dados via 3G, o outro chip é desconectado. Ou seja, quaisquer chamadas feitas para ele serão redirecionadas para a caixa postal.
Por dentro o RAZR D3 é baseado em um processador dual-core de 1.2 GHz, o MediaTek MT6577rodando a 1.2 GHz, acompanhado por 1 GB de RAM e 4 GB de memória interna, expansível com cartões microSD. A tela de 4" tem resolução de 480 x 800 pixels e boa qualidade de imagem: mudanças no brilho de acordo com o ângulo de visão são pequenas e não notamos distorção de cor, o que é muito bom. 

O aparelho é compatível com redes 3G, e também tem interface Wi-Fi compatível com os padrões 802.11 b/g/n, além de uma interface Bluetooth 4.0. Também tem GPS, Rádio FM e NFC, recurso que pode ser usado para facilitar a troca de dados entre dois aparelhos compatíveis (basta “encostar” eles, por exemplo), a comunicação com acessórios ou até mesmo como base para um sistema de pagamento eletrônico.
Software
O RAZR D3 roda o Android 4.1.2, e o sistema é surpreendentemente próximo de uma versão “limpa” do Android. A mudança mais visível é no Launcher responsável pelas telas iniciais, que traz um painel de ajustes rápidos (na extrema esquerda) e um assistente para a criação de novas telas com widgets e ícones (na extrema direita). Quase todo o resto, até mesmo a galeria de imagens e o app da câmera, que geralmente são modificados pela Motorola, são os mesmos do Android padrão.
Mas o mais interessante é que a Motorola está garantindo a atualização dos aparelhos para a próxima versão do Android. E não estamos falando da 4.2 (uma variante da Jelly Bean, já disponível em alguns aparelhos como o Nexus 4), mas da que virá após ela, conhecida por enquanto pelo codinome “Key Lime Pie”, sobre a qual devemos descobrir mais durante o Google I/O ainda neste mês. É uma ótima notícia para quem tem medo de investir em um smartphone e rapidamente acabar com um aparelho “obsoleto” nas mãos.

A Motorola inclui no aparelho alguns softwares úteis, como o manual eletrônico Guide Me, que ensina a usar os recursos do aparelho, e o Smart Actions, que permite automatizar ações que podem tornar o aparelho mais fácil de usar ou até ajudar a economizar bateria. 
A empresa também adicionou ao sistema recursos para o gerenciamento dos dois chips. Na opção “Gerenciar cartões SIM” dentro das configurações é possível definir um nome, cor e ícone para cada cartão e dizer qual deles deve ser o padrão para voz, dados ou mensagens. 
Também há mudanças em outros pontos: no discador há dois botões para iniciar uma chamada, um para cada SIM. Na hora de enviar um SMS, também é possível escolher qual SIM usar, e mensagens recebidas são identificadas com o ícone do SIM de origem. E cada SIM pode ter um toque diferente.

Câmera
A câmera é um dos destaques do RAZR D3. Seu sensor de imagem (8 MP) usa uma tecnologia chamada BSI (Backside Illumination) que lhe permite capturar mais luz, o que resulta em fotos melhores mesmo em ambientes pouco iluminados.
Decidimos testar na prática a diferença que essa tecnologia faz comparando fotos feitas pelo RAZR D3 em nosso estúdio com imagens feitas por um outro aparelho da Motorola com sensor de 8 MP, um RAZR MAXX, sob as mesmas condições: luzes apagadas, com a única iluminação vinda de uma porta aberta no outro lado da sala.

Fica evidente, na imagem central, que o RAZR D3 por si só produz uma imagem com cores mais fiéis. Mas a diferença mesmo vem quando ativamos o recurso HDR (High Dynamic Range), que combina múltiplas exposições para produzir uma só imagem com melhor equilíbrio entre as áreas de luz e sombra. Na imagem da direita podemos ver detalhes na roupa e rosto do personagem que seriam imperceptíveis sem este recurso.
O RAZR D3 também faz belas fotos sob a luz do sol, e a câmera tem recursos interessantes como fotos panorâmicas, embora a resolução (1440 x 420 pixels) não as torne adequadas para impressão. Na hora de filmar é possível fazer vídeos com resolução HD (720p) e usar o zoom enquanto filma. Também há alguns efeitos especiais divertidos que podem ser usados durante a gravação: você pode deixar as pessoas com olhos grandes, boca pequena ou o rosto esticado, por exemplo.

Desempenho e autonomia de bateria
O RAZR D3 atingiu a marca de 7.629 pontos no AnTuTu, nosso benchmark padrão para smartphones Android. Nada mal para um aparelho de baixo custo, e superior aos 6.845 pontos de concorrentes como o Galaxy S II Lite, da Samsung. Também não tivemos problemas ao realizar as tarefas do dia-a-dia, seja ouvir música, assistir vídeo, acessar redes sociais ou navegar com múltiplas abas abertas no Chrome. 
O D3 também não desapontou na hora da diversão. Jogos casuais como Jetpack Joyride, Subway Surfers e Temple Run 2 rodaram sem maiores problemas. Já Sonic 4: Episode II se mostrou jogável, embora com alguns engasgos ocasionais.
Mas ele não é um aparelho recomendado para jogos mais pesados, por causa da memória interna: dos 4 GB totais, apenas 2,33 GB estão disponíveis ao usuário e muitos jogos modernos ocupam quase todo esse espaço: Asphalt 7, por exemplo, pede 1,57 GB, e Real Racing 3 pelo menos 1,2 GB. Se você instalá-los, não sobrará muito espaço para seus outros apps. 
Já na autonomia de bateria, uma boa surpresa: foi comum chegarmos ao fim de um dia típico de trabalho, cerca de 13 horas fora da tomada, com 30% de carga restantes, mesmo com dois chips no aparelho, o que é um ótimo resultado.
Veredito
Com bom desempenho no dia-a-dia, uma boa câmera e autonomia de bateria que “dá e sobra” pra um dia de uso típico, o RAZR D3 (R$ 799 no preço sugerido pelo fabricante, sem subsídios de operadora) é uma excelente opção para quem procura um bom smartphone mas não pode gastar muito, esteja interessado ou não em um aparelho com “dois chips”. 











Smartphone de ponta, Optimus G oferece até modo "socorro" para emergências


A LG, aparentemente, se cansou de ser conhecida como a marca com um dos maiores portfólios de celulares multichip (que suportam mais de um chip) do mercado brasileiro (a empresa, inclusive, lançou o primeiro aparelho trichip no Brasil). A resposta a esse estigma é o Optimus G, que veio para mostrar que a companhia também sabe fazer smartphone topo de linha.
A empresa fechou 2012 como a segunda marca que mais vende smartphones no Brasil, segundo a consultoria Gartner. Com uma boa base de clientes conquistada graças a dispositivos com faixa de preço bem variada , uma das prioridades da LG é atender o mercado premium ou, em outras palavras, cutucar Galaxy S4, iPhone 5, Nokia 920 e por aí vai. O Optimus G chega ao mercado brasileiro com preço sugerido de R$ 2.000 (desbloqueado).
O aparelho traz como destaque boas características de hardware (processador quad-core e uma tela de 4,7 polegadas) em um corpo de plástico (o que faz do dispositivo um "sabonetão"). Na parte de software, o celular inteligente tem recursos adicionais ao sistema Android como o "modo socorro" (que permite enviar a localização do aparelho em situações de perigo) e a possibilidade de abrir mais de um programa ao mesmo tempo. Veja a seguir o teste

Hardware

O Optimus G é gigante no tamanho e nas configurações. Ele tem um processador quad-core (quatro núcleos) de 1,5 GHz (Qualcomm Snapdragon S4 Pro), 2 GB de memória RAM e 32 GB para armazenamento de arquivos (não tem expansão por cartão microSD).
A gigante tela sensível ao toque de 4,7 polegadas do aparelho é de alta definição (1280x768 pixels) e conta com um ótimo brilho proporcionado pela tecnologia IPS. A título de comparação, o aparelho da LG tem uma concentração de pixels na tela de 320 ppi (pixels por polegada) -- pouco menor que a do iPhone 5, que é de 326 ppi.
O display do smartphone ocupa praticamente toda a parte frontal do aparelho, o que mostra a preocupação da empresa em proporcionar uma melhor experiência visual ao usuário. No entanto, a LG deixou um espaço muito pequeno nas molduras laterais do dispositivo. Durante o uso, por diversas vezes, é comum o usuário tocar sem querer em algum ícone em uma das laterais da tela.
O acabamento do smartphone premium da LG segue a cartilha de sua principal concorrente, a Samsung. É todo feito de plástico e isso faz com que o dispositivo seja um sabonetão na mão de quem o segura.
Tanto os toques involuntários nas laterais como o fato de ser escorregadio podem ser resolvidos com uma capa para o aparelho – o que pode incomodar o dono do aparelho, pois, lembre-se, ele custa R$ 2.000.

Câmera

Para completar o pacote de hardware topo de linha, a LG colocou uma câmera no Optimus G com resolução de 13 megapixels. Isso quer dizer que o dono do aparelho deve jogar fora a câmera digital que tem em casa? Não.
O número impressiona, mas só isso não é o suficiente para tirar fotos boas a ponto de deixar de lado a tradicional câmera digital. O smartphone captura imagens de boa qualidade em ambientes iluminados igual a maioria dos seus concorrentes e peca ao captar imagens em ambientes escuros.
Os "13 megapixels" da câmera influenciam mais no tamanho do arquivo que na qualidade (uma imagem chegou a 4 MB na resolução máxima – após 100 fotos, as imagens podem ocupar quase 400 MB do espaço disponível no aparelho). Aparentemente, as fabricantes de aparelho estão travando uma "guerra de megapixels" e esquecendo-se que o importante para uma câmera é ter bons sensores.
Tirando isso, o aplicativo da câmera tem funções compatíveis com a de smartphones tops do mercado. Ele permite, por exemplo, fazer a captura prévia de imagens antes da foto. Este recurso é útil ao clicar imagens de pessoas que fecham os olhos durante o clique. A captura prévia permite ao fotógrafo escolher entre cinco imagens até achar uma em que a pessoa esteja de olho aberto.
A câmera disponibiliza ainda a configuração de modos de cena, fazer fotos panorâmicas e disparo por meio de comandos de voz.




sexta-feira, 3 de maio de 2013

Rede de fibra óptica transfere dados quase na velocidade da luz

Pesquisadores criam rede de fibra que opera a 99,7% da velocidade da luz e impulsiona taxas de dados de 10 terabytes por segundo



Como sabemos, cabos de fibra óptica fornecem a mais rápida Internet banda larga para residências. Eu sei disso. E surtei quando a velocidade regular da minha Internet aumentou em 15 vezes.
Pesquisadores da Universidade de Southampton, no Reino Unido, estão ampliando as possibilidades da fibra ainda mais, para o limite (quase ridículo) de 99,7% da velocidade da luz. Se você acha isso rápido, espere até ouvir que este cabo oco de fibra óptica pode enviar dados na velocidade de 10 terabytes por segundo.
Sim, os cientistas ingleses pegaram um cabo de fibra óptica comum e encheram o seu interior com nada menos que ar. Os pesquisadores já sabiam que encher o cabo com ar aumentaria a capacidade da velocidade de transmissão de dados via luz, mas algumas tentativas anteriores falharam e resultavam em perda de dados sempre que o cabo precisava "virar a esquina".
Para resolver esse problema, os pesquisadores melhoraram o projeto dos seus tubos de fibra que limita a perda de dados a um nível aceitável de 3,5 decibéis por quilômetro.
Os cientistas dizem que esta velocidade nunca seria possível com um cabo de fibra óptica normal, porque o vidro de sílica faz com que a luz viaje 31% mais lenta do que a velocidade máxima da luz no vácuo (186,282 milhas por segundo de velocidade ou 299.792.458 metros por segundo).
Tudo isso soa muito bem, mas não esperamos ver esses 10 terabytes por segundo em nossas casas tão cedo. Muito provavelmente, esses cabos de fibra óptica ocos primeiramente serão usados em centros de dados com supercomputadores.